quinta-feira, 24 de julho de 2014

Atrasado mas em tempo... Dia Mundial do Rock 2014


 Aumenta que isso aí é rock n'roll. Para tudo! Desliga esse som DJ!
 O que explica o fato do sertanejo substituir o rock como a música consumida pela juventude brasileira atualmente? 
Ah sim, o funk e o pagode também dividem esse bolo...
Vejam bem, diante da estabilização da economia e a ascensão das classes sociais, somada ao barateamento da estrutura de shows, o uso das redes sociais e a facilidade do acesso das classes sociais a informação e ao mundo virtual, o sertanejo virou moda. Foi só o Prouni abrir as portas das universidades para milhões de estudantes do interior nos grandes centros urbanos, que surgiu - o nome não é mera coincidência - o sertanejo universitário.
Logo em seguida, outras invasões sociais aconteceram, como o funk e o hip hop. O pagode já era uma realidade, embora hoje seja mais constante.
O uso das redes sociais também foi determinante para que a balança pendesse para o lado da música sertaneja. Enquanto os sertanejos, cada mais preocupados com os aspectos comerciais de sua música aproveitaram as novas oportunidades para divulgarem shows, músicas, organizar redes de fãs clubes, os roqueiros continuavam a resmungar. Assistiam ao consumo desenfreado do sertanejo universitário, e se preocupavam em reclamar da falta de cultura e das letras sem sentido e sem profundidade.
A realidade é a seguinte, o rock nacional ficou chato. No inicio do novo milênio, algumas boas bandas surgiram, como Cachorro Grande, Acústicos e Valvulados, Papas da Língua, Detonautas, CPM 22, Pitty, enfim... Mas foi o ultimo suspiro antes da morte. Enquanto o rock estava afundando, respirando por aparelhos pela falta de atitude e na pasteurização das bandas pop como Fresno, NxZero, Cine e Restart (porcarias enlatadas) os shows sertanejos estavam cada vez mais divertidos, frequentados por pessoas divertidas e a música agitada. Realmente, o rock nacional perdeu a capacidade de falar com as multidões. As músicas do Renato Russo, Cazuza, Gessinger, eram músicas pra todos. Dos fãs mais fanáticos à dona de casa que cantarolava no frente do rádio. Hoje o artista é meio que o representante de uma classe e a ele pertence ou que finge pertencer.
O rock vive de modinhas passageiras. A morte do Chorão foi a pá de cal que faltava. Charlie Brown JR. ainda mantinha a bandeira do verdadeiro roqueiro em pé.
Pergunto: Quem ou qual banda irá empunhar o desfibrilador e reviver o bom e velho rockn' roll?
Por enquanto para os fãs resta orar e torcer.

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